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O espelho do narcisismo e a voz da carência

espelho

O comportamento narcísico

O comportamento narcísico é tão antigo quanto a sua origem na mitologia grega, onde não ocorre a identificação com o espelho que é a figura do próprio Narciso. Ao mesmo tempo que Narciso se encanta com o que vê, não reconhece a própria imagem, não escutando os apelos da deusa ninfa Eco, que era apaixonada por ele. Daí cria esta personagem chamada Ninfa Eco, que se encantaria por ele, assim como pelos seus atributos.

Dessa história Freud cria a origem do eu e o não.

Mostrando que narcisismo seria um período intermediário entre o nascimento e o reconhecimento da criança por si.

Aqui, traz o narcisismo como um renascimento, não no sentido religioso, mas sim, no sentido psicológico (mente e corpo). E neste momento da vida psíquica ocorre o surgimento do outro como objeto que um narcisista pode levar por uma vida inteira. Como um eu imaginário e, perseguindo esse eu que é projetado no outro. Acrescenta-se ainda que o eu sou aquele que fala e aquele que escuta como num duplo eu, segundo Lacan, com a ideia do espelho.

Diálogo – O narcisismo e a carência

Narciso diz:

Nunca te vi por aqui.

Quem é você:

Carência

Me chamo Carência.

Narciso:

Não precisa mais procurar. Estou Aqui, sempre esperei conhecer alguém como você. És a pessoa que alguém deseja conviver para o resto da vida.

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